segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Minha vida, meu Sertão!



De manhã cedo ele acorda
Já começa a trabalhar
Pega a enxada e vai se embora
Seu alimento cultivar.

Será possível meu Deus,
Que essa chuva não chega?
O chão já se pôs a partir
Que comida vou por na mesa?

Chegando em casa, que tristeza
O filho começa a chorar
“Painho, eu com fome”, e eu respondo:
Só tem o almoço, esqueça o jantar.

De noite o céu vira uma festa
O que me dá força para mais um dia enfrentar
O Sertão está dentro de mim
Quero ver a flor nessa seca brotar.

Sou um homem de fé
Não desisto de lutar
A comida pode estar pouca
Mas minha esperança nunca vai faltar.


Ilana  Marques e Hugo Vitor

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